domingo, outubro 10, 2010

Está cansado da vida?

A gente vive reclamando de tudo: se o cabelo é liso, o queremos enrolado; se os olhos são azuis, gostaríamos que fossem escuros; se o almoço tem verduras e legumes, gostaríamos de comer somente um sanduíche...
As imagens e textos do link abaixo certamente farão você repensar diversos hábitos arraigados em nossa cultura 'civilizada e pós-moderna'... Não deixe de ler - e pare de reclamar à toa da vida!

Não reclame da vida!

quinta-feira, outubro 07, 2010

Artigo sobre o aplicativo fórum em EaD



A Educação a Distância (EaD) é uma modalidade de ensino e de aprendizagem que tem sido constantemente debatida em meios acadêmicos e extra-acadêmicos.

Minha experiência com EaD, já contando com quase quatro anos de prática e pesquisa, permite refletir um pouco sobre alguns aspectos dessa área.

O link abaixo remete você, leitor, a um artigo sobre a atividade fórum, presente na maioria dos cursos em EaD.



Consulte o artigo na Revista Paidei@

Um pouco de história de receitas medicinais


Durante meu mestrado na PUC-SP (2001-2003), desenvolvi uma pesquisa com uma interessante receita compilada pelos jesuítas do Colégio de Jesus da Bahia.

Para quem se interessa por este tipo de assunto, segue abaixo o link. Boa leitura pelos idos dos séculos XVII e XVIII em pleno Brasil Colonial!





Clique aqui para acessar o documento PDF com a pesquisa na íntegra


Esta obra também está disponibilizada em PDF no site do Domínio Público (clique aqui para acessá-la)

terça-feira, outubro 05, 2010

Pensamento de Adrian Rogers

"É impossível levar o pobre à prosperidade através de legislações que punem os ricos pela prosperidade.

Por cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa deve trabalhar sem receber. O governo não pode dar para alguém aquilo que não tira de outro alguém. Quando metade da população entende a idéia de que não precisa trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação.
É impossível multiplicar riqueza dividindo-a."

Adrian Rogers, 1931

sexta-feira, março 12, 2010

Aquecimento Global

O mundo parece estar mudando rapidamente...
Cientistas se dividem, mas a opinião é cada vez mais unânime: o Aquecimento Global é o grande vilão deste século.

Visite o site www.desaquecimento.com e veja que pequenas ações podem mudar algo.

sábado, fevereiro 28, 2009

Meio ou desculpa?


Por Roberto Shinyashiki


Não conheço ninguém que conseguiu realizar seu sonho, sem sacrificar feriados e domingos pelo menos uma centena de vezes. Da mesma forma, se você quiser construir uma relação amiga com seus filhos, terá que se dedicar a isso, superar o cansaço, arrumar tempo para ficar com eles, deixar de lado o orgulho e o comodismo. Se quiser um casamento gratificante, terá que investir tempo, energia e sentimentos nesse objetivo. O sucesso é construído à noite! Durante o dia você faz o que todos fazem. Mas, para obter um resultado diferente da maioria, você tem que ser especial. Se fizer igual a todo mundo, obterá os mesmos resultados. Não se compare à maioria, pois, infelizmente ela não é modelo de sucesso. Se você quiser atingir uma meta especial, terá que estudar no horário em que os outros estão tomando chopp com batatas fritas. Terá de planejar, enquanto os outros permanecem à frente da televisão. Terá de trabalhar enquanto os outros tomam Sol à beira da piscina. A realização de um sonho depende de dedicação. Há muita gente que espera que o sonho se realize por mágica, mas toda mágica é ilusão, e a ilusão não tira ninguém de onde está, em verdade a ilusão é combustível dos perdedores, pois:

Quem quer fazer alguma coisa, encontra um MEIO. Quem não quer fazer nada, encontra uma DESCULPA.

terça-feira, janeiro 30, 2007

Desenvolvimento sustentável: realidade ou hipocrisia?


Assim como manejo florestal, desenvolvimento sustentável é mais um daqueles termos mágicos, que têm poder de mover muitas pessoas, de fazer dinheiro e fama, e de ocultar a dura realidade. São, porém, vazios de conteúdo na maior parte das vezes em que são usados. “Desenvolvimento sustentável” é oco sempre que aplicado do ponto de vista de negócios, pois o capitalismo, o modelo econômico vigente na maior parte do planeta, não é sustentável por definição, uma vez que exige expansão exponencial contínua, e não há mágica que faça esse sistema vir um dia a sê-lo.

O termo foi consagrado em 1987 pela Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, também conhecida como Comissão Brundtland. Foi definido e é aceito hoje como “aquele [modo de desenvolvimento] que atende às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade de as gerações futuras atenderem às suas próprias necessidades”.

Muito bem, releia com atenção a definição acima. Agora, a pergunta que coloco é a seguinte: é possível aplicar esse belo ideal na vida real e na maior parte dos elementos do cotidiano, sem hipocrisia e de forma integral e ainda assim evitar um colossal impacto no sistema capitalista?

Vejamos. Primeiro, quando falamos em “gerações futuras”, estamos nos referindo a todas elas, aos tataranetos dos tataranetos dos nossos tataranetos, certo? Estudos mostram, porém, que o homem já utiliza os recursos naturais oferecidos pela Mãe Terra num ritmo muito superior à capacidade do planeta de repô-los.

O manejo florestal, já muito debatido neste espaço, é uma das áreas onde o termo “sustentável” mais aparece. Nada mais é que uma forma de continuar destruindo a floresta de maneira mais “aceitável”. A proposta é mais ou menos a seguinte: vamos continuar arrancando essas árvores tão lucrativas, mas, como agora esse papo de ecologia vive atrapalhando nossos negócios, para não ter que parar de lucrar, contratamos meia dúzia de biólogos e engenheiros florestais que vão definir parâmetros – nunca devidamente comprovados – que demonstrem o quanto dá para matar da floresta de forma que ela não sinta tão duramente o impacto.

Estes profissionais gabaritados estarão em nossa folha de pagamentos e, mesmo que os parâmetros não sejam seguros – e quem afirme que eles são 100% confiáveis estará faltando com a verdade –, faremos um marketing danado em torno disso e assim as pessoas podem dormir tranqüilas, com a certeza de estarem adquirindo um produto “verde”.

Concorre para o sucesso da estratégia a menção de prazos longos tendo em conta as nossas vidas, como ciclos de corte de 25, 30 ou 40 anos, os quais, no entanto, são ínfimos do ponto de vista das espécies florestais e da maturação dos ecossistemas.

A seguir, transcrevo um parágrafo de um recente “Relatório de Sustentabilidade” de uma grande empresa do agronegócio, que ilustra bem a idéia central deste artigo: “A sustentabilidade é um fator que facilita o acesso ao capital, permite reduzir custos e maximizar retornos de longo prazo do investimento, previne e reduz riscos, além de estimular a atração e a permanência de uma força de trabalho motivada, entre outros aspectos. Esses mesmos elementos contribuem para fortalecer nossa reputação, credibilidade e imagem, concorrendo assim para manter e aumentar o valor da Empresa para os acionistas e a sociedade em geral”.

Como é possível claramente constatar, não há nada escondido, está tudo às claras: a preocupação com o meio ambiente é simplesmente retórica, uma vez que o capitalismo percebeu que a questão ambiental poderia atrapalhar os negócios. Não existe a verdadeira compreensão da questão, ou, se existe, as razões para preservar estão perdendo para as razões para lucrar.

Compreender os porquês da preservação significaria aceitar que não há possibilidade de compatibilidade entre o nível atual de consumo e a dita sustentabilidade. Se todos na Terra tivessem um padrão de consumo semelhante ao dos países desenvolvidos, o caos chegaria bem mais rápido ou, possivelmente, já estaria instalado.

Ainda que as desigualdades mundiais continuem tal como estão (o que parece mais provável), excetuando-se a ascensão da China, não há recursos suficientes para alimentar o sistema por muito tempo. Mesmo que todas as empresas adotassem os mais rigorosos controles das “ISOs 14000 da vida” sobre os danos que causam ao meio ambiente. Tal como a floresta, que viveria alguns anos a mais com o manejo florestal, mas terá morte tão certa quanto teria sem o manejo, o meio ambiente não pode suportar eternamente um sistema que tem por prerrogativa consumi-lo até que não reste nada que não possa ser convertido diretamente em dinheiro – seja madeira, metais, água - ou que não seja veículo para se fazer dinheiro.

O irônico de tudo isso é perceber que o capitalismo é um sistema auto-destruidor (e estamos falando aqui apenas das questões ambientais), que ignora este fato dado o seu caráter imediatista. Mas não se pode perder tempo com questões menores... O que conta aqui é a multiplicação do o vil metal.

Redação 360
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sexta-feira, dezembro 22, 2006

Livro sobre História da Ciência e Ensino



SUMÁRIO

Introdução: A história das ciências e seus usos na educação, Roberto de Andrade Martins.

Parte I – Epistemologia
1. Notas sobre o ensino de história e filosofia da ciência na educação científica de nível superior, Charbel Niño El-Hani.
2. Breves considerações sobre a natureza do método científico, Antonio Augusto P. Videira.
3. O dogmatismo científico de tradição materialista, Osvaldo Pessoa Jr.
4. Sobre continuidades e descontinuidades no conhecimento científico: uma discussão centrada na perspectiva kuhniana, Luiz O. Q. Peduzzi.

Parte II – Física
5. Interações na física: ação à distância versus ação por contato, André K. T. Assis.
6. O ensino da termodinâmica por meio da prática social, Marcelo Luis Aroeira, Rosella, João José Caluzi, Zenaide Prado Lyra e Silva.
7. Pierre Curie e a simetria das grandezas eletromagnéticas, Cibelle Celestino Silva.
8. Do mundo fechado da astronomia à cosmologia do universo fechado do big bang: revisitando novos dogmas da ciência astronômica, Marcos Cesar Danhoni Neves.
9. A maçã de Newton: história, lendas e tolices, Roberto de Andrade Martins.
10. Isaac Newton, as profecias bíblicas e a existência de Deus, Thaís Cyrino de Mello Forato.
11. A indução eletromagnética na sala de aula, Valéria Silva Dias.

Parte III – Biologia
12. A botânica no ensino médio: será que é preciso apenas memorizar nomes de plantas?, Fernando Santiago dos Santos.
13. A história da ciência e o ensino da genética e evolução no nível médio: um estudo de caso, Lilian Al-Chueyr P.Martins & Ana Paula O. P.Moraes Brito.
14. Ensino do sistema sangüíneo humano: a dimensão histórico-epistemológica, Nadir Castilho Delizoicov.
15. História do dna e educação científica, Nadir Ferrari & Neusa Maria John Scheid.
16. Razão, experiência e imaginação na ciência – o caso de Charles Darwin, Anna Carolina K. P. Regner.

Parte IV – Outros
17. Alguns aspectos da teoria da matéria: atomismo, corpuscularismo e filosofia mecânica, Luciana Zaterka.
18. Equações algébricas: uma abordagem histórica sobre o processo de resolução da equação de 2º grau, Sergio Nobre.

O escândalo dos Doutores


Por: Renato Mezan, Professor titular da PUC-SP, autor de "Freud – A Trama dos Conceitos" (Perspectiva), entre outros livros.

Abro meu e-mail e deparo com uma chamada intrigante: "A PUC-SP [Pontifícia Universidade Católica] não discrimina doutores". Quem envia a mensagem é a Assessoria de Comunicação Institucional (Acipuc): para meu espanto, fico sabendo que muitas faculdades particulares se recusam a contratar professores com título de doutor ou, mesmo, os despedem logo após a defesa. E por quê? Porque um doutor ganha alguns reais a mais que um mestre, e, este, mais do que um bacharel, licenciado ou especialista.
Dia seguinte: encontro na Ilustrada uma crônica de Moacyr Scliar, "Crime e Castigo". O coordenador está passando uma descompostura no professor, cuja freqüência a um curso de pós-graduação acaba de ser descoberta: como ousa ele fazer tamanha bobagem? E dá-lhe ameaças! O professor, atônito, concorda em desistir da pós ou, pelo menos, manter secreto o seu título quando o obtiver -qualquer coisa, desde que não perca o emprego.
Conversas com colegas me fazem ver que o assunto não é, como havia pensado, uma piada de mau gosto. A "discriminação contra os doutores", por motivos que beiram o ridículo -mais R$ 10 por hora-aula-, na maioria das vezes é um dos escândalos mais grotescos que encontramos nesse amontoado de aberrações em que se converteu o ensino superior pago neste país. Custa a crer que o aperfeiçoamento de um professor seja causa de demissão ou de não-contratação; no entanto é o que vem acontecendo em inúmeras escolas particulares. Aqueles com quem conversei a respeito estão receosos; temem ser postos no olho da rua se forem identificados. Mas suas experiências são "amargas", como me disse um deles.
Não basta, contudo, esfregarmos os olhos e nos indignarmos com esse absurdo. É preciso refletir sobre o que ele significa, sobre o descalabro que se instalou no setor pago do ensino superior. O paradoxo torna-se ainda maior se lembrarmos que, nas últimas décadas, órgãos como o CNPq [Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico], a Capes Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível (Superior) e a Fapesp Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São (Paulo) aplicaram centenas de milhões de reais em bolsas de mestrado, doutorado e pós-doutorado, visando à capacitação do pessoal docente e, por extensão, à melhoria do nível de ensino no país.
Apenas uma fração dos que obtêm esses títulos podem ser absorvidos pelas universidades públicas ou por escolas particulares que valorizam a titulação, como as PUCs, FGVs e algumas (poucas) outras. Quando o recém-doutor envia seu currículo ou vai fazer uma entrevista, descobre que seu título depõe contra ele, que está "overqualified"... Sabemos que, para credenciar um curso, o Ministério da Educação exige, entre outras coisas, uma certa cota de doutores e mestres no corpo docente; mas essa cota muitas vezes não é observada ou, quando o é, portadores de certificados de especialização (curso no qual não é preciso redigir uma tese) contam como mestres. Credenciado o curso, as verificações são esparsas e complacentes, aceitando-se explicações esfarrapadas para a insuficiência de pessoal titulado. Estamos diante de uma concepção do ensino como mercadoria e da mão-de-obra que produz essa mercadoria como fator meramente quantitativo, cujos custos devem ser mantidos no patamar mais baixo possível.
A educação superior está estruturada como uma pirâmide: os alunos da graduação são educados por alguém que já concluiu seus estudos universitários e que busca na pós-graduação um complemento paraavançar na carreira. O título deveri a ser um diferencial capaz de decidir uma contratação, como é nos concursos, mas se verifica o oposto: contanto que sejam preenchidas as horas-aula, é mais lucrativo pagar menos e selecionar um professor que tenha apenas bacharelado, argumentando que a "cota" de titulados (10%, no caso dos doutores) já está preenchida. E os alunos que se danem: desde que paguem suas mensalidades, o que menos importa a quem lhes vende um diploma é a qualidade do que for ensinado. Todos conhecemos "universidades" em que, como nos clubes, para entrar no campus se passa um cartão pela catraca; basta estar intramuros, ainda que na lanchonete ou no cabeleireiro, para "ter presença" e não "estourar em faltas".
Conhecimento novo - A miopia dos donos dessas arapucas tem um componente de ganância e outro de ignorância, esta a respeito da diferença entre um doutor e um mestre. Um doutor não é apenas um mestre que escreveu mais uma tese; pelas regras da academia, ele pode orientar candidatos a ambos os títulos porque é um especialista em sua área e cujo trabalho foi avaliado publicamente por uma banca na qual pelo menos dois componentes devem ser de outra instituição.
Não estou idealizando o valor de um título: todos sabemos que há teses melhores e piores, departamentos mais exigentes ou menos. Mas é lícito supor que alguém que passou pelo duro teste de duas defesas de tese só pode enriquecer o curso de graduação em que vier a dar aulas.Outro equívoco que precisa ser dissipado diz respeito ao "binômio ensino e pesquisa". Sem querer desqualificar a atividade depesquisador, deveríamos reconhecer que muitos professores, titulados ou não, não possuem vocação para produzir conhecimento novo, que é o que significa no sentido acadêmico a palavra "pesquisa". Seu talento é transmitir o conhecimento já existente, algo tão necessário quanto pesquisar, especialmente nos cursos de graduação, nos quais se trata de equipar o aluno com o saber já acumulado naquela área de estudo.
Preparar boas aulas não é o mesmo que pesquisar; se é preciso ler, informar-se, planejar, isso não significa que quem assim procede seja um investigador desbravando as fronteiras do conhecimento. Por vezes, podem coincidir na mesma pessoa um ótimo pesquisador e um excelente professor; mas isso é raro, e é injusto exigir que seja sempre assim.
Deveríamos valorizar a figura do bom professor, empenhado em realizar seu papel da melhor forma possível. Disso, seguramente, faz parte a busca de aperfeiçoamento por meio dos cursos de pós-graduação; esses professores deveriam ser incentivados, e não punidos -é o mínimo que se pode pensar.
O mínimo necessário - Da mesma forma, os diplomas de nível médio deveriam ser mais valorizados, melhorando o conteúdo dos cursos que os conferem e desmistificando a idéia de que somente o diploma universitário conduz a um futuro mais promissor. Inúmeros alunos de escolas particulares, sobretudo nos cursos noturnos, não têm condições -nem desejam- de fazer mais do que o mínimo necessário para obter um diploma. Por que os iludir, fazendo-os crer que, ao terminar um curso de quarta categoria, estarão dando o salto para o sucesso profissional?
Não seria mais digno e mais honesto reconhecer que um curso médio consistente teria mais efeito, com um custo muito menor de tempo e de dinheiro?Mas isso implicaria reconhecer de público o que todos sabem: inúmeras faculdades particulares têm por objetivo principal o enriquecimento dos seus proprietários, e, para alcançá-lo, estão dispostas a vender um serviço de qualidade pavorosa.
O nível do que ali é ensinado só não é pior devido à dedicação de muitos professores, que consideram sua missão utilizar a disciplina que lecionam, mesmo que seja de cunho "técnico", para formar, na parca medida do possível, o espírito dos seus alunos. É indigno que seus empregadores faturem milhões economizando tostões.
Para terminar, uma sugestão concreta: que, no projeto de reforma universitária atualmente em debate, sejam introduzidos dispositivos quefavoreçam a maior capacitação do corpo docente, usando os tradicionais instrumentos empregados pelos cavaleiros para fazer andar suas montarias -a cenoura e o chicote.Cenoura: vantagens aos cursos que tenham maior proporção de professores titulados; chicote: sanções disciplinares e monetárias (provavelmenteas únicas eficazes, nesse território) contra os que, a cada ano,não aumentarem aquela proporção até chegarem a um nível aceitável de titulados - por exemplo, 50% de mestres e 30% de doutores. Quem sabe, ameaçando mexer no bolso dos empresários do ensino, o escândalo da "discriminação dos doutores" venha a se tornar mais uma das vergonhosas lembranças que o Brasil esconde nos desvãos da sua memória. Por enquanto,ele é uma chaga aberta e fede a gangrena.

Disponível em:
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mais/fs2003200504.htm
21 março 2005.